A partir da noite desta segunda-feira (18) até a manhã do sábado (23), estará fechado o espaço aéreo para voos abaixo de seis mil metros de altura desde a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, até o Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio de Janeiro. O objetivo da ação é reduzir os impactos no tráfego de voos para os aeroportos Santos Dumont e Galeão, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. As informações são da Força Aérea Brasileira (FAB).
Desde o dia 8 o espaço aéreo sobre o Riocentro está bloqueado pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra). Apenas aeronaves autorizadas podem passar pelo local, como aviões e helicópteros militares, de segurança pública e de serviços médicos.
A altitude controlada e bloqueada na região é ilimitada. O cerco compreende uma área de um quilômetro ao redor do Riocentro. Desde o dia 16, o limite foi expandido para um círculo de 4 km, segundo o Departamento de Controle do Espaço Aéreo.
Segundo a corporação, cinco mil militares estão mobilizados para restringir aeronaves de pequeno porte em sobrevoo em determinadas áreas da cidade, principalmente enquanto comitivas internacionais estiverem em deslocamento pelo Rio de Janeiro.
O espaço aéreo da cidade está protegido por caças F-5EM e A-29, helicópteros AH-2 e H-60 e aviões-radar E-99 para fiscalizar as áreas de voo restrito e interceptar aeronaves que descumprirem as orientações do controle do espaço aéreo. Um Veículo Aéreo Não-Tripulado (VANT) também é usado na estratégia.
Segundo o major-brigadeiro Rafael Rodrigues Filho, comandante do Terceiro Comando Aéreo Regional (COMAR III), foi criada uma área denominada de amarela e alguns corredores de voos na região da orla do Rio. "O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou a vinda de 54 aeronaves de outros países. Apenas três países ainda não confirmaram a vinda de aeronaves. As comitivas não entram nos aeroportos. Elas têm plataformas exclusivas que as levam até seus carros."
Mísseis
O Exército posicionou canhões e lançadores de mísseis, em um círculo de quatro quilômetros ao redor do Riocentro durante a Rio+20, para abater aeronaves suspeitas em caso de uma possível invasão ao espaço aéreo onde estarão reunidos 100 chefes de Estado.
Cerca de 300 militares especializados estão trabalhando desde o início da semana para "fazer frente a qualquer tipo de ameaça que tenha a intenção de atacar aquele lugar", de acordo com o general Marcio Roland Heise, responsável pela artilharia antiaérea brasileira.
Fonte: Assessoria de Comunicação - ASCOM
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